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Mercedes elétrico: modelos, preços, autonomia 2026

Mercedes elétrico em Portugal: preços, autonomia WLTP e bateria de cada modelo, preços reais dos usados, ISV e IUC a zero e o que verificar ao comprar.

Mercedes elétrico: modelos, preços, autonomia 2026
Antes de fechar negócioVerifique o histórico da viatura pelo número de chassis, confirme o ISV e o IUC nos simuladores e compare o preço pedido com os anúncios ativos do mesmo modelo.

Quem procura um Mercedes elétrico nunca teve tanta escolha. A marca vende hoje em Portugal seis famílias 100% elétricas: CLA (berlina e Shooting Brake), GLB, GLC, Classe C, EQS e o Classe G 580. Os preços de tabela começam perto dos 49 000 € (CLA 200) e a autonomia WLTP chega aos 926 km no EQS 450+.

Nos usados, a entrada é mais barata: o EQA de 2021–2022 aparece a partir de 28 900 €.

Neste guia: a gama atual com preços e autonomia, o que mudou com a nova geração, o que verificar num usado, os impostos que (não) se pagam e quanto custa carregar.

A gama Mercedes elétrica nova: preços e autonomia

A grande mudança chegou em 2025: a Mercedes deixou de usar a sigla "EQ" nos modelos novos e passou a eletrificar os nomes de sempre, com "tecnologia EQ". O CLA, o GLB, o GLC e o Classe C estreiam uma arquitetura de 800 V: nas versões com bateria de 85 kWh ou mais, 10 minutos num posto rápido compatível chegam para recuperar 260 a 325 km de autonomia.

Carro elétrico a carregar num posto rápido de uma área de serviço de autoestrada em Portugal
Na nova geração, 10 minutos num posto rápido compatível dão 260 a 325 km de autonomia.

CLA 200 (berlina): 224 cv, bateria de 58 kWh, até 541 km WLTP, desde ≈ 48 750 €**

CLA 250+ (berlina): 272 cv, 85 kWh, até 790 km, desde 55 500 €

CLA Shooting Brake 250+: 272 cv, 85 kWh, até 766 km, desde 56 900 €

GLB 250+ (5 ou 7 lugares): 272 cv, 85 kWh, até 629 km, desde 57 500 €

Classe C 400 4MATIC: 489 cv, 94,5 kWh, até 743 km***, desde 70 600 €

GLC 400 4MATIC: 489 cv, 94 kWh, até 707 km, desde 78 000 €

EQS 400: 367 cv, 112 kWh, até 817 km, desde cerca de 114 000 €

Potência, bateria (capacidade útil), autonomia WLTP máxima e preço desde* da versão de entrada de cada modelo. Os valores do CLA, GLB, GLC e Classe C são os dos comunicados de imprensa da Mercedes-Benz Portugal.

*Preços de venda ao público recomendados, com IVA, no lançamento em Portugal. Os valores mudam com campanhas e equipamento: confirme sempre no configurador da marca ou no concessionário.
**Preço indicado pelos concessionários, entre cerca de 48 750 € e 49 450 €.
***Valores preliminares, ainda sem homologação final, segundo a Mercedes-Benz Portugal.

CLA elétrico: a porta de entrada

O novo CLA é a porta de entrada. A versão mais acessível é o CLA 200 (224 cv), com uma bateria LFP de 58 kWh, cerca de 541 km WLTP e carregamento rápido até 200 kW, por perto de 49 000 €.

A versão 250+ (tração traseira, 272 cv) custa desde 55 500 €, anuncia entre 694 e 790 km WLTP com a bateria de 85 kWh e aceita carregamento rápido até 320 kW: em 10 minutos recupera até 325 km. O CLA 350 4MATIC, com dois motores e 354 cv, custa desde 60 050 €.

Se precisa de mais bagageira, a CLA Shooting Brake (carrinha) custa mais 1 400 € do que o CLA 250+ e perde pouca autonomia: até 766 km no 250+ e 740 km no 350 4MATIC.

GLB elétrico: o SUV familiar de sete lugares

O GLB com tecnologia EQ substitui, na prática, o EQB. Mantém a opção de 5 ou 7 lugares, tem a mesma bateria de 85 kWh do CLA e anuncia até 629 km WLTP no GLB 250+. O GLB 350 4MATIC custa desde 65 450 €. A bagageira vai de 540 litros (5 lugares) a 1 715 litros com os bancos rebatidos, e há ainda um compartimento dianteiro de 127 litros.

GLC e Classe C elétricos: os mais vendidos passam a elétricos

O GLC elétrico chegou para ocupar o lugar do antigo EQC. A primeira versão é o GLC 400 4MATIC, com 489 cv e até 707 km WLTP, desde 78 000 €; outras versões deverão juntar-se mais tarde.

O Classe C elétrico (C 400 4MATIC) usa a mesma base técnica, com uma bateria de 94,5 kWh e até 743 km WLTP, desde 70 600 € (a marca apresenta estes valores como preliminares). Uma versão de tração traseira deverá chegar mais tarde.

EQS e Classe G: o topo da gama

O EQS renovado é o modelo com mais autonomia da marca: o EQS 400 anuncia 817 km e o EQS 450+, com bateria de 122 kWh, até 926 km WLTP. O preço anunciado para Portugal ronda os 114 000 €. No extremo oposto do uso está o G 580 com tecnologia EQ, o Classe G elétrico, pensado para o todo-o-terreno.

E o EQA, EQB, EQC e EQE? São a geração anterior. O EQC já não se vende novo (o GLC elétrico é o seu sucessor) e o EQB deu lugar ao GLB elétrico; do EQA e do EQE ainda pode haver unidades novas em stock nos concessionários. Estes modelos continuam, porém, a ser a forma mais barata de entrar na gama elétrica da marca, no mercado de usados.

Mercedes elétrico usado: preços no AUTO.MOTO.pt

No dia em que escrevemos (28 de setembro de 2026) havia 21 Mercedes-Benz elétricos anunciados no AUTO.MOTO.pt. Sem contar as carrinhas e monovolumes (EQV, EQT e eVito), os preços eram estes:

Mercedes EQA usados: 5 anúncios, 2021–2022, de 28 900 € a 31 500 €

Mercedes EQC: 4 anúncios, 2020–2022, de 32 490 € a 39 800 €

Mercedes EQE (berlina e SUV): 6 anúncios, 2022–2024, de 43 990 € a 69 900 €

Mercedes G 580 com tecnologia EQ: 1 anúncio, 2025, 170 000 €

Os números mudam todos os dias: veja a lista atualizada de Mercedes-Benz elétricos à venda.

O que isto quer dizer: um EQA de 2021–2022 custa hoje cerca de metade de um CLA 250+ novo. Um EQE com dois ou três anos pode custar menos do que um Classe C elétrico novo.

A contrapartida é a tecnologia: os EQA e EQB usam uma arquitetura de 400 V, carregam mais devagar num posto rápido (até cerca de 100 kW) e têm menos autonomia. Um EQA 250 de 2021–2022 anunciava cerca de 425 km WLTP com uma bateria de 66,5 kWh; só a versão atualizada de 2023 (EQA 250+, 70,5 kWh) subiu para 496–560 km.

O que verificar antes de comprar um usado

Mecânico a inspecionar com uma lanterna a parte de baixo de um carro elétrico levantado no elevador de uma oficina
Num usado, a bateria e a parte de baixo do carro merecem uma inspeção numa oficina de confiança.
  1. Estado da bateria (SoH). Peça um relatório de estado da bateria a um concessionário Mercedes-Benz ou a uma oficina com diagnóstico da marca. É o componente mais caro do carro.
  2. Garantia da bateria. A bateria de alta tensão tem uma garantia própria, com prazo, quilómetros e capacidade mínima que dependem do modelo e do ano: no EQS, por exemplo, a marca anunciou 10 anos ou 250 000 km. Peça ao vendedor, ou a um concessionário Mercedes-Benz, as condições que se aplicam àquele carro e confirme a data da primeira matrícula e os quilómetros: num carro de 2021 com muitos quilómetros, a garantia pode estar perto do fim.
  3. Historial e origem. Use o verificador de VIN para confirmar o modelo, o ano e a origem do carro.
  4. Cabo e carregador de bordo. Confirme se o carro traz o cabo de carregamento (Tipo 2) e qual a potência de carregamento em corrente alternada (AC), que decide quanto tempo demora a carregar em casa.
  5. Preço justo. Compare com anúncios semelhantes e com a avaliação do carro para saber se o preço pedido faz sentido.
  6. Pneus. Os elétricos pesados, como o EQC e o EQE, gastam pneus mais depressa do que um carro a combustão equivalente.

Impostos: ISV e IUC a zero

Esta é uma das maiores vantagens de um carro 100% elétrico em Portugal:

ISV: os veículos exclusivamente elétricos estão excluídos da incidência do Imposto sobre Veículos (Código do ISV, artigo 2.º, n.º 2, alínea a). Não se paga ISV na compra de um novo nem na legalização de um usado importado.

IUC: os veículos exclusivamente elétricos estão isentos do Imposto Único de Circulação (Código do IUC, artigo 5.º, n.º 1, alínea e). O "selo" é zero todos os anos. A partir de 2027 o IUC passa a ser liquidado uma vez por ano e pago a partir de abril (em 2027 há regras de transição), segundo o Decreto-Lei n.º 161/2026; para um elétrico nada muda, continua isento.

Para comparar, veja quanto pagaria por um Mercedes a gasóleo ou híbrido plug-in no simulador de ISV e no simulador de IUC. Atenção: os híbridos plug-in (como o C 300 e ou o GLC 300 e) não têm estas isenções: pagam ISV, com redução só se cumprirem os requisitos legais de autonomia elétrica e emissões, e pagam IUC.

Empresas: um elétrico abaixo de certos limites de preço permite deduzir o IVA e tem tributação autónoma reduzida. Explicamos as regras no guia sobre a dedução do IVA no carro elétrico.

Incentivo do Fundo Ambiental: o incentivo de 2025/2026 para particulares (4 000 €, com abate de um carro a combustão com mais de 10 anos) fechou candidaturas a 27 de julho de 2026 e só se aplicava a carros novos até 38 500 € com IVA (55 000 € com mais de cinco lugares).

Nenhum dos modelos novos da lista acima fica abaixo desse limite. Até à data em que escrevemos não há novo aviso; se sair um, as regras podem ser outras: confirme sempre no site do Fundo Ambiental.

Carregamento e custos

Todos os elétricos atuais da marca carregam com ficha Tipo 2 (em casa ou num posto normal) e CCS (nos postos rápidos da rede Mobi.E). A diferença entre gerações nota-se na estrada:

Nova geração (CLA, GLB, GLC, Classe C): até 320–330 kW em corrente contínua, num posto compatível (o CLA 200 fica-se pelos 200 kW). Em 10 minutos recupera 260 a 325 km, conforme o modelo.

Geração EQ anterior (EQA, EQB, EQC): potências de carregamento rápido bem mais baixas (cerca de 100 a 110 kW); conte com 30 minutos ou mais para ir de 10% a 80%.

Lisboa–Porto pela A1: com autonomias WLTP acima dos 500 km na nova geração, a viagem pode fazer-se, em muitos casos, sem carregar pelo caminho. Em autoestrada, a 120 km/h e no inverno, a autonomia real fica bem abaixo da WLTP, por isso convém planear uma paragem numa área de serviço com posto rápido. Nas portagens nada muda: um elétrico paga como qualquer ligeiro, com ou sem Via Verde.

Quanto custa? O consumo oficial vai de cerca de 12 kWh/100 km (CLA 250+) a 19 kWh/100 km (GLC 400 4MATIC). Multiplique pelo preço do kWh do seu tarifário para ter o custo por 100 km.

Na rede pública Mobi.E, o preço de cada carregamento junta a tarifa do comercializador (CEME), a do operador do posto e as taxas da rede, e muda de posto para posto: vale a pena ver o valor na aplicação antes de ligar o carro. Nas cidades, as regras de estacionamento enquanto o carro está a carregar são as de cada câmara municipal, por isso confirme no local.

Carregar em casa, em tarifa bi-horária, fica quase sempre muito mais barato do que num posto rápido. Quem vive num prédio com garagem pode instalar uma wallbox no seu lugar, mas isso passa quase sempre por falar com a administração do condomínio e por um instalador certificado.

Carregador doméstico (wallbox) instalado na parede da garagem de um prédio, com o cabo ligado
Uma wallbox na garagem do prédio: fale primeiro com a administração do condomínio.

Fizemos as contas no artigo sobre quanto custa carregar um carro elétrico em casa.

Perguntas frequentes

Qual é o Mercedes elétrico mais barato?

Novo, é o CLA 200, por perto de 49 000 € (o CLA 250+, com mais autonomia, custa desde 55 500 €). Usado, o mais barato entre os SUV e berlinas é o EQA: no AUTO.MOTO.pt há unidades de 2021–2022 a partir de 28 900 €.

Quais são os modelos Mercedes 100% elétricos?

Novos: CLA, CLA Shooting Brake, GLB, GLC, Classe C, EQS e G 580 (e, enquanto houver stock, alguns modelos da geração EQ). Nos usados encontra ainda o EQA, EQB, EQC, EQE e EQE SUV, e nos comerciais o EQV, o EQT e o eVito.

Qual é o preço do novo Mercedes elétrico?

Depende do modelo: perto de 49 000 € (CLA 200), 55 500 € (CLA 250+), 57 500 € (GLB), 70 600 € (Classe C), 78 000 € (GLC) e cerca de 114 000 € (EQS). São preços de lançamento com IVA, que variam com campanhas e opções.

Quanto custa o GLC elétrico?

O GLC 400 4MATIC com tecnologia EQ custa desde 78 000 € em Portugal, com até 707 km de autonomia WLTP.

Qual o Mercedes elétrico com mais autonomia?

O EQS 450+, com até 926 km WLTP. Entre os modelos mais acessíveis, o CLA 250+ anuncia até 790 km.

Um Mercedes elétrico paga IUC?

Não. Os veículos exclusivamente elétricos estão isentos de IUC e também não pagam ISV. Os híbridos plug-in pagam os dois impostos (no ISV, com redução se cumprirem os requisitos legais).

Conclusão

Para quem quer um Mercedes elétrico novo, o CLA é hoje a escolha mais equilibrada: é o mais barato e, na versão 250+, carrega muito depressa e passa dos 700 km de autonomia. Para a família, o GLB de sete lugares; para quem quer o SUV mais vendido da marca, o GLC.

Se o orçamento está abaixo dos 40 000 €, o caminho é o mercado de usados: um EQA ou EQC em bom estado, com a bateria verificada e a garantia ainda válida, custa hoje uma fração do preço de novo e não paga ISV nem IUC.

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