Sabia que o primeiro BMW tinha apenas 15cv? Descubra a história do Dixi e como ele salvou a marca. Quer comprar BMW? Encontre o ideal em AUTO.MOTO.pt.

Hoje, ao ver os potentes BMW X5 ou os velozes Série 4 a percorrer a autoestrada A1 de Lisboa ao Porto, é difícil imaginar que este gigante bávaro já lutou pela sobrevivência, fabricando tachos, panelas e travões para comboios.

Muitos fãs da marca em Portugal ainda acreditam no belo mito de que o logótipo da BMW é a hélice de um avião a girar. Na verdade, são as cores da bandeira da Baviera, mas há um fundo de verdade na lenda "aérea". A empresa começou com motores de avião, mas o Tratado de Versalhes, após a Primeira Guerra Mundial, proibiu a Alemanha de os produzir. Para não ir à falência, a BMW teve de descer dos céus à terra. Primeiro para duas rodas, e depois para quatro.

Das motos à licença alheia

Em meados da década de 1920, a BMW já tinha feito o seu nome graças às motos (como a lendária R32). Mas a direção percebeu: o futuro estava nos automóveis. No entanto, a empresa não tinha tempo nem dinheiro para desenvolver o seu próprio carro do zero.

A solução surgiu em 1928, quando a BMW comprou uma fábrica em Eisenach, que já produzia um pequeno automóvel chamado Dixi. O mais interessante é que nem o Dixi era uma invenção alemã — era uma cópia licenciada do bestseller britânico Austin Seven.

Assim nasceu o primeiro carro com o emblema azul e branco no capô.

BMW 3/15 PS: O pequeno que salvou o gigante

O primogénito recebeu o nome complexo BMW 3/15 PS DA-2, mas o povo continuou a chamar-lhe Dixi. Era a antítese completa dos "bávaros" modernos:


  • Potência: Apenas 15 cavalos (daí o número 15 no nome).
  • Motor: 749 centímetros cúbicos.
  • Velocidade: Máximo de 75 km/h — e isto se o vento soprasse a favor.
  • Travões: Mecânicos e apenas nas rodas traseiras (mais tarde adicionados às quatro).

Sem agressividade, sem a famosa grelha frontal e sem caráter desportivo. Era uma "caixinha" simples, barata e fiável para o povo. Mas foi precisamente isso que o tornou um sucesso. Em tempos de crise económica, os alemães (tal como os portugueses hoje) procuravam um transporte económico. O BMW 3/15 consumia apenas 5–6 litros de gasolina, o que para 1929 era um excelente indicador.

O nascimento de uma lenda

A BMW não se limitou a copiar os ingleses. Os engenheiros alemães começaram rapidamente a melhorar a construção: substituíram a carroçaria por uma totalmente em aço (antes usava-se madeira e tecido) e melhoraram os travões. Foi precisamente com o modelo 3/15, em 1929, que a BMW venceu a sua primeira corrida — o Rali Internacional dos Alpes. Foi esse o momento em que, no modesto utilitário, despertou o espírito desportivo que tanto valorizamos na marca hoje.

Poucos anos depois do 3/15, a empresa lançaria o modelo 303 (o primeiro com a grelha em forma de rim) e o lendário roadster 328, fixando para sempre o seu estatuto de fabricante de automóveis de elite. Mas sem aquele modesto "pequeno" de 15 cavalos, este império poderia nunca ter existido.

A história continua na sua garagem

Dos 15 cavalos aos monstros elétricos da série "i", o percurso da BMW prova que o movimento para a frente é imparável. Hoje, se a sua intenção é comprar BMW, não precisa de procurar compromissos nem cópias licenciadas. O mercado em Portugal está cheio de ofertas: desde clássicos vintage para passeios de domingo até supercarros modernos.

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