A Mercedes-Benz sempre se orgulhou de fazer quase tudo sozinha — especialmente os motores. Eles têm uma escola de engenharia muito forte, muitas tecnologias próprias, além da AMG, onde cada motor é montado à mão, um por um. Mas a verdade é que nem todos os modelos são 100% «Mercedes» por baixo do capô. A partir dos anos 2010, após a aliança com a Renault-Nissan-Mitsubishi, nas classes compactas começaram a aparecer motores compartilhados ou até 100% Renault — principalmente para economizar custos e cumprir as normas ambientais cada vez mais rígidas.
Onde certamente estão motores próprios da Mercedes:
- C-Class (a partir do W206 e anteriores, exceto os diesel mais básicos): quase todas as versões — C 200, C 220, C 300, C 43 AMG e superiores — usam as famílias M254/M264 (2.0 turbo), M256 (seis cilindros em linha) ou OM654 (diesel). Tudo 100% Mercedes, com híbridos leves, excelente desempenho e suavidade.
- E-Class: sem discussão — E 200, E 300, E 450, versões AMG. Motores M256, M254, OM654/OM656. Muito apreciados pela silêncio, potência e tecnologias híbridas.
- S-Class (incluindo Maybach): aqui já é elite — M176 (V8 biturbo), M279 (V12), M256 com eletrificação. Muitas vezes montados em Affalterbach à moda antiga: «uma pessoa — um motor».
- G-Class, GLS, GLE, GLE Coupé: diesel OM656 (seis cilindros em linha), V8 a gasolina da AMG (M177/M178) — tudo original, com foco em off-road e conforto.
- Qualquer modelo AMG (A 45, CLA 45, C 63, E 63, GT, SL etc.): M139 (2.0 — ainda um dos quatro cilindros mais potentes do mundo), M177, M178. Só AMG, montagem manual, sem concessões.
- SL, GT Roadster, EQS, EQE e grandes elétricos: sistemas de propulsão próprios — totalmente elétricos ou híbridos baseados em M139/M256.
Onde aparecem motores Renault (ou compartilhados):
Nas classes menores, para não gastar fortunas desenvolvendo motores pequenos e cumprir Euro 6/7, a Mercedes usa:
- A-Class: A 180 d / A 200 d — antigamente OM608 puro (1.5 dCi da Renault), A 200 / A 180 — M282 (1.3 turbo: bloco Renault + cabeçote Mercedes). Mas a partir de 2021–2022 os diesel já costumam ser o próprio OM654q.
- B-Class, CLA, GLA, GLB: mesma história — as versões básicas 180/200 (especialmente diesel e gasolina mais simples) usam M282 ou OM608. Tudo acima de 200–220 cv já é motor Mercedes.
- Citan e Vito (algumas versões): 109 CDI, 111 CDI — frequentemente 1.5 dCi ou 1.6 dCi (R9M) direto da Renault.
O que está acontecendo agora e no futuro:
A Mercedes está gradualmente se afastando da Renault. Introduziram a família modular própria FAME, já estão usando o diesel OM654q no lugar dos antigos. O 1.3 a gasolina (M282) ainda resiste nas versões mais básicas de A/CLA/GLA/GLB, mas nas topo de linha e AMG — só motores próprios. Os novos CLA e os elétricos já estão 100% em plataformas Mercedes.
Resumindo:
C-Class para cima, qualquer AMG, G-Class, S-Class ou EQS - motor definitivamente Mercedes.
Já nos modelos compactos de entrada (A, B, CLA, GLA até cerca de 200–220 cv) é comum encontrar um motor compartilhado ou originalmente Renault, mas a Mercedes-Benz sempre o aprimora e controla rigorosamente a qualidade.