Procura informação detalhada sobre o Peugeot 308? Descubra o nosso guia completo sobre preços, motores, manutenção da correia de distribuição, localização do AdBlue, óleo recomendado para motores HDi e dicas essenciais para a versão SW. O seu próximo carro está no AUTO.MOTO.pt.

Antes de mergulharmos na profunda engenharia e nos detalhes práticos deste veículo, é vital fazer um pequeno, mas importante, esclarecimento mecânico e conceptual. Muitas vezes, devido à imensa capacidade de carga de algumas das suas variantes, há quem confunda este modelo com um veículo comercial ligeiro ou um "bus" (furgão). Para sermos tecnicamente precisos, este automóvel não é um furgão comercial nem um miniautocarro. Trata-se de um brilhante automóvel de passageiros do segmento C (um familiar compacto), que se desdobra na clássica versão de cinco portas (hatchback) e na versão carrinha familiar (Station Wagon ou SW). A sua engenharia foca-se no conforto, na dinâmica de condução e no espaço inteligente, sem nunca assumir a plataforma rígida de um veículo estritamente de carga.

Ao longo das suas três gerações (a T7 lançada em 2007, a multipremiada T9 de 2013, e a atual e arrojada P51 lançada em 2021), a marca francesa elevou o padrão da indústria, competindo de igual para igual com gigantes germânicos. Se está a analisar o mercado de carros usados, este modelo surge frequentemente como uma das opções mais racionais, confortáveis e eficientes disponíveis. Neste guia exaustivo, vamos responder às dúvidas técnicas mais prementes dos proprietários e futuros compradores.

Quanto custa um Peugeot 308?

O valor de mercado desta viatura flutua dramaticamente com base na geração, quilometragem, nível de equipamento (Access, Active, Allure, GT Line, GT) e tipo de motorização. A peugeot sempre ofereceu um leque muito vasto de opções, o que fragmenta bastante a tabela de preços.

Para veículos novos (Geração P51, zero quilómetros), os preços nos concessionários europeus começam geralmente na casa dos 28.000€ a 30.000€ para as versões a gasolina (motor PureTech 130) com equipamento base. Se optar pelas avançadas motorizações Híbridas Plug-in (PHEV) de 180 ou 225 cv, ou pela nova versão 100% elétrica (E-308), a fatura pode facilmente escalar para valores entre os 40.000€ e os 48.000€.

No entanto, é no mercado de segunda mão que a verdadeira magia financeira acontece. Quando olhamos para as tabelas de carros usados peugeot, a desvalorização inicial típica das marcas francesas torna este modelo num negócio extremamente apetecível.

  • Uma unidade da geração T9 (fase 1, entre 2014 e 2017) equipada com o fiável motor 1.6 BlueHDi, pode ser adquirida por valores simpáticos entre os 9.000€ e os 13.000€.
  • Se procurar algo mais recente (fase 2 da geração T9, entre 2018 e 2021) com o motor 1.5 BlueHDi e o painel de instrumentos digital (i-Cockpit atualizado), os preços oscilam entre os 15.000€ e os 20.000€.
  • Se o seu objetivo é o espaço máximo, os carros usados peugeot 308 na versão SW (Station Wagon) costumam exigir um prémio adicional de cerca de 1.000€ a 1.500€ face à versão curta, um valor perfeitamente justificado pela bagageira massiva.

Qual o motor do Peugeot 308?

A oferta mecânica é um dos pilares deste modelo, cobrindo praticamente todas as necessidades do condutor moderno, desde as longas tiradas em autoestrada até à condução urbana pura.

Motores a Gasolina (PureTech): A espinha dorsal da oferta a gasolina é o mundialmente conhecido bloco 1.2 PureTech. Trata-se de um motor de 3 cilindros em linha, turbocomprimido, com injeção direta. Dependendo da configuração e do ano, este bloco debita 110 cv ou 130 cv. Apesar do seu tamanho diminuto, o binário entregue a baixas rotações é surpreendente, garantindo uma condução ágil. Versões mais antigas (geração T7) contavam também com o famoso bloco 1.6 THP (desenvolvido em parceria com a BMW), com potências que podiam chegar aos 205 cv nas versões GT ou uns impressionantes 270 cv na mítica versão GTI.

Motores a Diesel (HDi e BlueHDi): A marca é historicamente reverenciada pela sua mestria em motores a gasóleo. A geração anterior dependia fortemente do bloco 1.6 HDi e BlueHDi, com potências de 92, 100, 115 e 120 cv. Era um motor incrivelmente frugal e robusto. Para cumprir com normas de emissões mais exigentes estipuladas pela ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), este motor foi posteriormente substituído pelo mais moderno 1.5 BlueHDi, que entrega habitualmente 130 cv, aliando um excelente refinamento acústico a consumos que podem facilmente baixar dos 4.5 l/100 km em estrada aberta. Para as versões de topo GT, existiu ainda o poderoso 2.0 BlueHDi de 150 ou 180 cv.

Híbridos Plug-in (PHEV) e Elétricos: Na atual geração, os motores térmicos tradicionais são complementados pelos sistemas Híbridos Plug-in, que combinam um motor 1.6 a gasolina (com 150 ou 180 cv) com um motor elétrico de 81 kW, resultando em potências combinadas de 180 cv ou 225 cv. Estas versões permitem autonomias 100% elétricas na casa dos 60 km. A cereja no topo do bolo é o E-308, totalmente elétrico, com um motor de 156 cv e bateria de 54 kWh.

Qual a cv nos modelos 308 SW da Peugeot?

A variante Station Wagon (SW) é a escolha predileta das famílias numerosas e de profissionais que viajam carregados. Graças a um chassis alongado, a bagageira atinge volumes na ordem dos 610 a 660 litros (dependendo da geração), rivalizando com segmentos superiores e explicando o porquê de alguns, erroneamente, a equipararem à capacidade de um furgão ("bus").

A potência (Cavalos-Vapor - cv) na versão SW espelha quase na totalidade a oferta da versão hatchback de 5 portas, uma vez que partilham a mesma plataforma e mecânica:

  • Gasolina: As versões SW a gasolina mais comuns baseiam-se no motor 1.2 PureTech com 110 cv ou 130 cv. No passado, a versão 1.6 THP oferecia opções de 150 cv205 cv (versão GT) e até a rara e cobiçada SW GTI no mercado europeu com 225 cv.
  • Diesel: O mercado de frotas absorveu em grande quantidade as SW a gasóleo. Pode encontrar cavalagens de 92 cv100 cv115 cv e 120 cv no bloco 1.6 HDi/BlueHDi. O bloco 1.5 BlueHDi moderno entrega 130 cv. Para quem precisa de reboque frequente, as versões 2.0 BlueHDi entregam 150 cv ou os fortes 180 cv aliados à caixa automática EAT8.
  • Híbridas (PHEV): As modernas SW híbridas recarregáveis estão disponíveis em patamares de alta performance: 180 cv e 225 cv.

Quando mudar a correia de distribuição do Peugeot 308?

Esta é, indiscutivelmente, a questão mecânica mais crítica e que mais dores de cabeça pode causar a proprietários desinformados. A resposta varia radicalmente consoante o motor que equipa a viatura.

Para os motores 1.2 PureTech (Gasolina): A engenharia deste motor utiliza uma tecnologia de "correia banhada a óleo" (Wet Belt). Originalmente, a marca estipulava a substituição aos 10 anos ou 175.000 km. No entanto, devido a problemas documentados de degradação prematura da correia (onde partículas de borracha se soltavam e entupiam o chupador de óleo), o fabricante emitiu boletins de serviço revendo drasticamente este intervalo. Atualmente, para evitar a destruição do motor, recomenda-se inspecionar a correia a cada revisão e efetuar a substituição rigorosa a cada 6 anos ou 100.000 km (o que ocorrer primeiro). É crucial utilizar apenas o óleo exato recomendado pelo fabricante, pois óleos incorretos aceleram a corrosão química da borracha.

Para os motores HDi / BlueHDi (Diesel): Os blocos a gasóleo utilizam correias de distribuição tradicionais, muito mais robustas.

  • No motor 1.6 HDi, o plano de manutenção aponta para uma troca a cada 10 anos ou 180.000 km (ou 140.000 km em condução urbana intensiva).
  • No mais recente 1.5 BlueHDi, a correia tem frequentemente um intervalo estipulado pelo site oficial da Peugeot na casa dos 10 anos ou 150.000 a 160.000 km. Nota: O motor 1.5 HDi (especialmente antes de 2023) possui também uma corrente metálica interna que liga as duas árvores de cames; embora desenhada para ser vitalícia, recomenda-se atenção a ruídos de "chocalhar" provenientes do topo do motor.

Qual o óleo recomendado para Peugeot 308 HDi?

Os motores diesel modernos, em particular as gerações HDi e BlueHDi, estão equipados com sistemas de tratamento de gases de escape extremamente caros e sensíveis, nomeadamente o FAP (Filtro de Partículas) e o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Apenas um tipo específico de óleo pode ser utilizado: óleos Low SAPS (baixo teor de cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre). Se utilizar um óleo "normal", as cinzas resultantes da queima do óleo vão entupir o Filtro de Partículas de forma irreversível.

As especificações de fábrica exigidas:

  • Para a grande maioria dos motores 1.6 HDi, 1.6 BlueHDi e 2.0 BlueHDi, a norma sagrada do grupo PSA (agora Stellantis) é a PSA B71 2290. A viscosidade correspondente a esta norma é geralmente o 5W-30.
  • Para os mais modernos e restritivos motores 1.5 BlueHDi (bem como para os motores a gasolina 1.2 PureTech de última geração), a exigência passa frequentemente pela norma superior PSA B71 2312. Esta norma traduz-se quase sempre numa viscosidade extremamente fluida de 0W-30. Este óleo sintético de alta tecnologia reduz o atrito interno do motor a frio e poupa combustível.

Marcas de referência que cumprem rigorosamente estas aprovações incluem a Total (parceira histórica da marca), Castrol, Mobil e Motul. Verifique sempre o manual técnico exato da sua viatura e o ano de fabrico antes de efetuar a revisão.

Onde colocar AdBlue no Peugeot 308?

O sistema BlueHDi introduziu o aditivo AdBlue (uma solução aquosa de ureia a 32,5%) para neutralizar os mortais gases NOx. Quando o painel avisa que o nível está baixo, a reposição deve ser feita antes de o contador chegar a zero (se chegar a 0 km, o motor é eletronicamente bloqueado e não arranca por imperativos legais).

A localização do bocal de enchimento do AdBlue depende, mais uma vez, da geração do seu peugeot 308:

  1. Geração T9 (Fase 1 e parte da Fase 2, aprox. 2014 a 2018): Nos modelos mais antigos, a engenharia não integrou o bocal junto ao gasóleo. Para aceder à tampa do AdBlue, tem de abrir a bagageira. Levante o tapete/piso da mala e, na zona junto à roda de socorro (ou kit anti-furo), encontrará uma tampa de plástico preta redonda. Ao retirá-la, verá a tampa principal azul do depósito de AdBlue. Use um funil adequado ou garrafas com sistema anti-gota para não derramar ureia na mala, pois esta cristaliza e mancha os tecidos.
  2. Modelos Recentes (Fim da geração T9 e nova geração P51): Ouvindo as críticas dos clientes, os engenheiros mudaram a localização para um ponto mais prático. Agora, basta abrir a portinhola lateral exterior (onde abastece o gasóleo). Ao lado do tampão principal do combustível (frequentemente preto ou verde), encontrará um segundo tampão, de cor azul brilhante. É aqui que deve introduzir a pistola de AdBlue das estações de serviço. O depósito costuma levar entre 15 a 17 litros no total.

Onde fica o chassi (VIN) do Peugeot 308?

Ao comprar ou vender viaturas no mercado de usados, a identificação do Número de Identificação do Veículo (VIN, o famoso número de chassi de 17 caracteres) é uma tarefa crítica para verificar o histórico do carro e validar a legalidade dos documentos. A marca francesa dispõe este número em três locais cruciais e de fácil acesso:

  1. Janela do Para-brisas: A forma mais rápida e simples de verificar. Olhe para a base do para-brisas, pelo lado de fora do veículo, no canto inferior esquerdo (do lado do condutor). Existe uma pequena janela retangular transparente no vidro escurecido que revela o número de chassi gravado numa chapa metálica fixada ao tablier.
  2. Pilar B (Adesivo de Identificação): Abra a porta do lado do condutor. Na base do pilar B (o pilar central do carro, onde a porta traseira fecha), ou na própria base da porta, encontrará um autocolante oficial. Este autocolante contém não só o número de chassi, mas também o código de cor da pintura e as pressões dos pneus recomendadas pelas marcas homologadas, dados cruciais em testes independentes do Euro NCAP.
  3. Gravado na Chapa do Motor: Para a verificação definitiva das autoridades rodoviárias e centros de inspeção, o número está fisicamente estampado em baixo-relevo na estrutura do veículo. Abra o capô do motor. O VIN encontra-se gravado na chapa de metal imediatamente abaixo da calha de escoamento de água do para-brisas, frequentemente numa zona central, junto ao compartimento que separa o motor do habitáculo.

Onde está o macaco do Peugeot 308?

O pneu furado é o pânico silencioso de qualquer viagem. Para encontrar a ferramenta de elevação (macaco mecânico) na sua viatura, deve dirigir-se à bagageira.

A arrumação obedece a uma lógica inteligente de otimização de espaço. Abra a porta da bagageira, remova a chapeleira rígida ou o feltro superior, e puxe o tapete principal (chão da mala) para cima. O local exato onde repousa o macaco depende do equipamento original do carro:

  • Com Roda de Socorro: Se o seu carro foi configurado (como opção de fábrica) com uma roda de socorro de dimensões reduzidas (pneu fino) ou de dimensões normais, o macaco estará enquadrado dentro do aro metálico da própria jante da roda de socorro. Repousa frequentemente sobre um molde de esferovite circular (isopor) pintado de negro, alojando o macaco comprimido, a chave de porcas, e o gancho para remoção dos tampões.
  • Com Kit Anti-Furo (Mobilidade): Muitas das viaturas modernas abdicam do peso da roda de socorro para melhorar consumos e ganhar espaço inferior. Nesses casos, debaixo do tapete da mala, encontrará o bloco de esferovite focado em segurar o mini-compressor elétrico e a garrafa de gel vedante. É importante notar que veículos equipados com este kit podem vir sem macaco mecânico, uma vez que a instrução de fábrica é reparar o furo com o compressor sem elevar a viatura. Caso queira colocar um por sua conta, existe um recesso lateral debaixo do piso apto para guardar ferramentas tubulares.

Onde colocar a Via Verde no Peugeot 308?

No intrincado design automóvel moderno, os para-brisas não são simples pedaços de vidro; são ecossistemas complexos carregados de sensores de chuva, câmaras de assistência à condução, sensores de luz e, muito frequentemente, um tratamento atérmico. O vidro atérmico contém películas metálicas invisíveis no seu interior que refletem os raios infravermelhos, mantendo o habitáculo fresco no verão ibérico.

No entanto, este escudo metálico bloqueia eficientemente os sinais de rádio emitidos pelas antenas das portagens eletrónicas.

Se colar o seu identificador noutra parte que não a recomendada, este não vai apitar. O manual da viatura e o sistema oficial da Via Verde em Portugal são perfeitamente claros: olhe para o espelho retrovisor central a partir de dentro do carro. À volta da base de fixação do retrovisor e da "caixa" plástica que alberga os sensores, existe uma área ponteada a negro no próprio vidro. Esta "zona de matriz de pontos" é uma janela de rádio (não tem o filme metálico refletor térmico). 

O dispositivo deve ser colado com fita dupla-face transparente exatamente nesta zona pontilhada, posicionando-o de forma vertical, ligeiramente ao lado do espelho ou por baixo do mesmo, garantindo que não obstrua o seu campo de visão e que a sua leitura na portagem não falhe.

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